Para o arquiteto e urbanista Alexandre Tonetti, a Fazenda Remonta representa uma oportunidade única e urgente para Valinhos adotar um modelo de crescimento econômico que une tecnologia de ponta e sustentabilidade. Na visão do especialista, o segredo para o sucesso da área está em integrá-la à organização territorial do município sem abrir mão de seu papel ecológico fundamental.
Na avaliação do urbanista, o caminho ideal é transformar o espaço em um polo que atraia universidades, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica — setores que geram empregos qualificados e ampliam a arrecadação municipal. Contudo, esse desenvolvimento deve caminhar lado a lado com a criação de um grande parque linear, que funcionaria tanto como opção de lazer para a população quanto como um escudo de proteção ambiental e hídrica para a região.
Segundo Tonetti, a vocação da Remonta precisa ser estritamente institucional e tecnológica, blindando o local contra a especulação imobiliária. O objetivo é evitar a ocupação residencial em larga escala e preservar a fazenda como um pulmão verde e um espaço essencial de transição ecológica entre Valinhos e Campinas.
"A Remonta deveria ter um zoneamento rígido e exclusivamente institucional, com lotes mínimos de 20 mil metros quadrados. Ao vetar o uso residencial, nós garantimos a preservação do ecossistema local e, ao mesmo tempo, criamos o cenário perfeito para instalar universidades, centros de tecnologia, parques ecológicos e espaços de eventos, como uma nova área para a Festa do Figo. É o casamento perfeito entre o verde e a inovação", afirma Tonetti.
Para o especialista, priorizar esse modelo de baixo impacto e alto valor agregado coloca Valinhos em uma posição de destaque regional: a cidade passa a atrair investimentos e empregos de alta remuneração, ao mesmo tempo em que protege suas riquezas naturais e garante um planejamento urbano sustentável para as próximas gerações.
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