
Radar EconômicoPor Marcelo Oliveira
Viracopos
A novela de 12 anos envolvendo o futuro do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, chegou ao fim. A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) e o Governo Federal chegaram a um acordo: a atual administração deve continuar à frente da concessão. A canetada final agora está nas mãos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A negociação prevê a construção de uma terceira pista, para desafogar a capital paulista.
Regionais
A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) deve assumir a operação de cinco aeroportos regionais que foram a leilão em 2025 sem interessados: Tarauacá (AC), Barcelos (AM), Itacoatiara (AM), Parintins (AM), Guanambi (BA) e Itaituba (PA). Outra cláusula prevê a redução do sítio aeroportuário de Viracopos de 27 km² para 20 km².
Inadimplência
Em maio, o número de pessoas endividadas no País bateu novo recorde: 81,6% das pessoas, ante 80,9% em abril. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC) o quadro segue no mesmo caminho. Segundo a Serasa, em abril foi registrado um novo recorde regional. As dívidas dos moradores da RMC somam R$ 10,807 bilhões - cinco salários-mínimos por morador.
JetBio
A JetBio, empresa de energia do grupo americano Summit Agricultural deu passo importante para a construção da maior unidade de produção de combustível sustentável de aviação (SAF). O primeiro passo do projeto de US$ 2 bilhões foi a aquisição de área em Paulínia para a unidade para produção de etanol de baixa intensidade de carbono, obtida a partir de cana-de-açúcar, milho de segunda safra e resíduos agrícolas.
BASF
Com sede em Campinas, a norte-americana AgBiTech, especializada em soluções biológicas para o controle de pragas, está sob novo comando. A empresa foi adquirida pela multinacional BASF. As negociações foram iniciadas em janeiro e concluídas em maio, após a aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Teka
Após ter sua falência decretada em primeira instância, a catarinense Teka, fabricante de artigos de cama e mesa, está de volta. A Justiça de Santa Catarina acatou liminar e decidiu manter a companhia em Recuperação Judicial.
A indústria, com unidades em Santa Catarina e Artur Nogueira, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), tem dívidas estimadas em R$ 3,5 bilhões e 1.781 funcionários. Com a decisão, a empresa está liberada para dar continuidade nas operações e a voltar aos negócios no mercado.
Hotelaria
Em alta, o turismo de negócios tem contribuído para o bom desempenho da hotelaria regional neste ano. Levantamento do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau aponta aumento da taxa de ocupação no mês de maio em duas categorias de hospitalidade. Na econômica, a ocupação média foi de 61%, ante 53,5% em abril. Na intermediária, a ocupação foi de 59,38% (ante 55,62% do mês anterior). Por outro lado, a categoria UpsCale registrou retração, caindo de 70,43% em abril para 46,20% em maio.
Exportações
Mesmo com a forte retração dos embarques para os Estados Unidos, as exportações das empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) seguem aquecidas. No mês de maio, o volume enviado para o exterior atingiu R$ 2,76 bilhões, alta expressiva de 15,78% ante o mesmo mês de 2025. O volume foi o melhor já registrado em 30 anos. O aumento dos negócios foi fruto da abertura de novos mercados internacionais.
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Sumaré
A gestora de investimentos Monte Capital anunciou a aquisição da Takoda, multinacional brasileira de data centers para clientes corporativos. A gestora atua em setores com barreiras de entrada relevantes, demanda estrutural crescente e capacidade consistente de geração de caixa, e administra cerca de R$ 2 bilhões em ativos. O plano de investimento da Dakota prevê novos projetos em Sumaré e no Rio de Janeiro.
Sensação
Vento
Umidade




